terça-feira, 14 de dezembro de 2010

MOMENTO POLÍTICO

Briga por ministérios de Dilma gera mal estar dentro dos partidos

Por: Márcio Dornelles
A presidente eleita Dilma Rousseff está às vésperas de definir seus ministros e presidentes de órgãos vinculados ao Planalto. Assim como acontece em todo início de mandato, as preferências e indicações geram conflitos internos nos partidos aliados, que buscam maior representação. O Ceará também quer ocupar um cargo de confiança e Ciro Gomes (PSB) ainda está no páreo.
O titular da Saúde, José Gomes Temporão (PMDB), por exemplo, deve deixar a pasta contra a sua vontade. A decisão dos peemedebistas não foi bem recebida pelo médico sanitarista. No jantar promovido pelo senador eleito Eunício Oliveira, em homenagem ao presidente Lula, Temporão deu uma passagem relâmpago na festa e saiu tão logo iniciaram as palmas.
Preterido pelo PSB na disputa presidencial, Ciro Gomes se engajou na campanha de Dilma, desfilou em carro aberto e agora espera ter reconhecido o seu esforço. Mas, por enquanto, muita especulação e nenhum convite oficial. O nome do deputado federal já passou pelo BNB, BNDES, BID e agora pelo Ministério da Integração Nacional, pasta que o próprio Ciro já ocupou.

Indicação de Ciro Gomes para ministério causa conflitos no PSB

Socialistas alegam que a entrada do deputado no governo pode diminuir representação da legenda.
Por: Márcio Dornelles
O deputado federal Ciro Gomes está na briga por um posto no primeiro escalão do governo de Dilma Rousseff e o destino pode ser o Ministério da Integração Nacional. Ele ainda está na Europa e quando voltar deve retomar os diálogos, mas integrantes do PSB não vêem com bons olhos a indicação do ex-ministro.
Recentemente, o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, e a presidente eleita conversaram sobre a participação da legenda nos próximos quatro anos. Dilma tem cinco dias para a diplomação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e precisa definir o governo. Alguns socialistas afirmam que Ciro desdenhou de qualquer cargo sob o argumento de que “queria dar um tempo” na vida pública. "Vão colocar o Ciro no Ministério e dane-se o resto. Crescemos para diminuir", reclamou um integrante do PSB.
O partido cresceu nas últimas eleições e esperava maior representação em Brasília. Além dos seis governos (Pernambuco, Ceará, Piauí, Paraíba, Amapá e Espírito Santo), a bancada da Câmara passou de 27 para 34 deputados. Se Ciro Gomes não for para a Integração Nacional, a secretaria de Portos deverá ficar nas mãos de um deputado do partido. Os indicados da bancada para integrar o ministério são Márcio França (SP) e Beto Albuquerque (RS).
Cid Gomes conversou com Dilma, acompanhado do vice-presidente Roberto Amaral. Ele teria revelado o desejo do irmão de participar do futuro governo. Ciro já ocupou o Ministério da Integração no governo Lula, entre janeiro de 2003 e março de 2006. Fernando Bezerra Coelho ficará com a pasta, caso Ciro não queira ir para o Ministério.
DESABAFO

Tasso: “não tenho mais nada a ver com o tipo de política de Ciro e Cid”

Na despedida do Senado, o tucano falou da relação com os irmãos Ferreira Gomes e a expectativa de poder com Aécio.        
Por: Márcio Dornelles
O tucano Tasso Jereissati se despediu do Senado na última quarta-feira (8), depois de oito anos na Casa, e agora se prepara para assumir novas funções políticas dentro do PSDB. Em entrevista ao Valor Econômico, o ex-governador do Ceará falou sobre o distanciamento político entre ele e os irmãos Ferreira Gomes e a consolidação da liderança de Aécio Neves no partido.
O empresário cearense, dono de quase 30 anos de vida pública, cita mais uma vez o rompimento com Cid e Ciro Gomes. Para ele, o conceito de política é outro. “Não acredito e não tenho mais nada a ver com o tipo de política, com o entendimento do que é política, que os irmãos Gomes têm. Sou completamente diferente deles hoje”, disse.
Tasso também destacou a liderança política exercida pelo senador eleito  Aécio Neves e que representa a maior expectativa de poder para o PSDB. Mas quando o assunto é a eleição presidencial de 2014, o cearense opta pela cautela. “Quem representa hoje a nossa expectativa de poder, do Acre a Uruguaiana, no Rio Grande do sul, a Minas Gerais e Mato Grosso, é o Aécio. Isso vai torná-lo a liderança natural do partido. (...) Não digo que ele seja o candidato a presidente. Quatro anos é muita coisa.”

Assim como fez no discurso de despedida, não poupou críticas ao governo Lula. Para Tasso, existem distorções na política que prejudicam a oposição articulada. “Não existe mais prefeito de oposição. E os governadores também estão chegando nesse ponto. O Parlamento vai se descaracterizando. O parlamentar ou perde o contato com seus prefeitos e suas bases ou é do governo também. Num governo longo, as oposições vão definhando”, definiu.
Leia a entrevista do Valor Online na íntegra:
Valor: O senhor vai sair da política?
Tasso Jereissati: Não sou candidato a mais nada, mas gostaria de ajudar nessa discussão da reestruturação partidária. Minha vida política foi muito intensa. Fui governador três vezes. Como presidente do PSDB participamos intensamente da crise do Collor, do governo de Itamar e, em seguida, de toda a articulação para levar Fernando Henrique para a Presidência da República. Fiquei 100% envolvido em política. Depois, mais oito anos como governador e, em seguida, oito anos como senador, que também não foi um período tranquilo. Nós, no Senado, caracterizamos muito a oposição ao governo Lula. Um governo que se tornou cada vez mais forte e a gente teve que ser cada vez mais resistente.
Valor: Com a força do Lula foi impossível fazer oposição, no Brasil, nesses oito anos?
Tasso: Existem distorções na política hoje que tornam muito difícil fazer oposição de forma articulada. Nas atuais condições é praticamente impossível o prefeito ser de oposição à Presidência da República e aos governos estaduais, porque dependem deles para sobreviver. Não existe mais prefeito de oposição. E os governadores também estão chegando nesse ponto. O Parlamento vai se descaracterizando. O parlamentar ou perde o contato com seus prefeitos e suas bases ou é do governo também. Num governo longo, as oposições vão definhando.
Valor: Uma espécie de mão de ferro federal que mantem os governos sob controle? Tasso: Claro. E quanto mais o governo se acomoda nesse tipo de cooptação, mais isso vai ficando grave. Muitos vão dizer que isso sempre existiu. Existia, mas numa escala muito menor e pontual. O governo do PT desistiu, abriu mão de qualquer tipo de convencimento em torno de qualquer coisa, qualquer programa, qualquer projeto, e institucionalizou a cooptação através das emendas. Hoje é tido como "a" norma, "a" prática, "a" referência de atuação parlamentar.
Valor: O que fazer?
Tasso: A Comissão de Orçamento e o Orçamento autorizativo talvez sejam o grande coração que alimenta todas essas distorções. Na vida dos executivos municipais e estaduais e na vida do Congresso. Se fosse impositivo, não tinha essa dependência. Uma solução seria acabar com a Comissão de Orçamento e implantar o Orçamento impositivo. Outra é a profissionalização do serviço público para manter níveis mínimos de indicação de confiança. O país passa por uma letargia ao assistir brigas por uma diretoria financeira. O que interessa a um deputado ou a um partido ter uma diretoria financeira de determinada empresa? As coisas  estão ficando tão explícitas e despudoradas porque foram institucionalizadas.
Valor: O PT, quando na oposição, também foi sufocado dessa maneira?
Tasso: Estamos num processo mais longo. No início da redemocratização, o PMDB era um partido de oposição. Aos poucos, foi se transformando e se consolidando como um partido profissional de poder. A política no Brasil mudou muito nesses 20 anos porque não havia isso. Não havia um partido em que qualquer que fosse a tendência ideológica ou a tendência programática estivesse no poder.
Valor: Como o PSDB vai se estruturar para enfrentar isso e exercer a oposição?
Tasso: O PSDB tem que recuperar o que era seu. Isso já está acontecendo. O PSDB era um partido de quadros, apoiado na classe média. Ao longo desses anos, perdeu a classe média e a densidade no Congresso, mas há uma análise equivocada dos 43 milhões de votos recebidos este ano, o PSDB já está  ecuperando esses votos de classe média. Quando eu comecei na política, o PMDB era o partido das áreas urbanas e desenvolvidas e o PFL era o partido dos chamados grotões. O caminho se inverteu. O PT está hoje onde era o PFL, o PT está nos chamados grotões, e o PSDB está recuperando os grandes centros urbanos. O PFL foi posto pra fora desses redutos e ficou sem lugar nenhum.
Valor: José Serra diz que nunca viu eleitores tão furiosos por terem perdido a eleição, apaixonados, teriam sido 43 milhões de votos na oposição mesmo, que existe apesar da propaganda em contrário.
Tasso: Era gente que ficou petista lá atrás e hoje não está mais, está voltando. O PT vendia ética e moralidade e perdeu esse discurso. E nós temos que voltar a ter também. O PSDB perdeu a liderança simbólica dessas questões para o PT lá atrás. Mas o PT não é mais o partido da moral e da ética de que a classe média gosta. E nós estamos entrando e recuperando esse espaço. Agora, a gente precisa ter um discurso para a frente. Como vamos acabar com a falta de ética? Vamos acabar por intermédio do Orçamento impositivo, profissionalização, pacto federativo, diminuição de cargos em comissão, defendendo de uma maneira muito clara nosso entendimento do que é o papel do Estado na economia, defendendo nossa privatização - que foi um sucesso e foi demonizada.
Valor: O senhor deverá integrar um conselho que vai discutir a refundação do partido. Essa será a linha do novo PSDB?
Tasso: Estou falando por mim e não pelo partido. Mas é onde eu gostaria de trabalhar. Nessas discussões.
Valor: Qual vai ser o papel do Aécio Neves no PSDB dos novos tempos?
Tasso: A liderança nacional do partido naturalmente é do Aécio. Ele não tem a menor necessidade de ser líder no Senado ou presidente do partido. Quem representa hoje a nossa expectativa de poder, do Acre a Uruguaiana, no Rio Grande do sul, a Minas Gerais e Mato Grosso, é o Aécio. Isso vai torná-lo a liderança natural do partido.
Valor: Então ele já é o candidato a presidente em 2014?
Tasso: Não digo que ele seja o candidato a presidente. Quatro anos é muita coisa.
Valor: O senhor acha que o partido tem que começar agora a trabalhar um nome?
Tasso: O partido tem que começar a discutir essas ideias, construir nosso projeto, levar essas ideias principalmente para a classe média urbana, começar a se reestruturar na sua capilaridade. Agora, o mais importante é o discurso: ter um discurso afinado, homogêneo e que seja orgulhoso da nossa história.
Valor: A divisão entre paulistas e mineiros não dificulta essa recuperação?
Tasso: Não tem isso. Alckmin se dá muito bem com Aécio. O Serra e o Fernando Henrique são dois 'hors concours', que têm um papel importantíssimo. São intelectuais brilhantes. São fundamentais na reconstrução do nosso discurso e da nossa visão.
Valor: O senhor rejeita voltar a presidir o partido?
Tasso: Isso tem que ser visto com muito cuidado. Eu tive uma vida de quase 30 anos muito ativa na política e tem certas coisas que eu não tenho mais vocação para fazer. Não tenho mais a mesma vontade necessária para rodar de Estado em Estado, resolver brigas de diretórios municipais, estaduais, dirimir conflitos.
Valor: O presidente de um partido tem que fazer isso?
Tasso: É só o que faz.
Valor: O senhor atribui sua derrota na disputa da reeleição ao Lula, que foi aos Estados objetivamente trabalhar contra os senadores de oposição?
Tasso: Só ao Lula, não. O que havia na política cearense? O PSB no governo estadual, o PT no governo municipal e o PT no governo federal. E o PT não vê oposição como adversário político. Vê como inimigo a ser aniquilado. Ou coopta ou aniquila. No momento em que o governo estadual também assumiu essa posição, praticamente não tivemos partidos para ficar com a gente. Eu não tinha nada a oferecer, nenhuma perspectiva de poder. Além do mais, tinha uma campanha maciça de televisão e o telemarketing com a voz do Lula. No Brasil não havia uma lei que proibisse, mas havia uma certa praxe, certa convenção de que isso não acontecia. Eu nunca vi nenhum presidente da República fazendo isso. Uma praxe que foi quebrada.
Valor: Suas empresas foram afetadas por sua ausência todos esses anos?
Tasso: Meus negócios são de porte mediano, não têm uma estrutura profissional que anda só. Se você não está presente no dia a dia, eles [os negócios] não têm o mesmo dinamismo que teriam com o principal  acionista focado lá dentro. Não sou nenhum Bradesco, nenhum Ermírio de Moraes, nenhum Eike Batista. Mas, por outro lado, digo que não tive prejuízo porque, se voltar como pretendo, para a empresa, duvido que tenha algum empresário que conheça o Brasil, as diferentes nuances do Brasil na sua região.
Valor: Atribui-se a Lula sua derrota. Em compensação, dizem que nunca houve governo melhor para os empresários. Então, o senhor foi atingido por um lado mas ganhou por outro?
Tasso: Pena que eu não fosse banqueiro [risos], porque eu teria ganho mais.
Valor: Os empresários ganharam ou não?
Tasso: Ganharam, mas alguns empresários ganharam muito mais, porque estamos voltando ao velho capitalismo de compadrio. Empresas e grupos são alavancados de maneira excepcional e desproporcional em função de bons acessos ao governo, principalmente ao BNDES. Tem grupos escolhidos pelo governo para serem mais privilegiados. O BNDES virou o grande patrocinador daqueles que vão ser fortes. E o critério é ser amigo do rei. Estamos voltando ao capitalismo de compadrio, que é um retrocesso gravíssimo no país. É um filme já visto. A grande modernização que nós quisemos fazer foi justamente essa. Quando se fala em neocapitalismo não é nada disso. É voltar ao velho capitalismo em que o Estado é que patrocina o capitalista. Esses sistemas de construção de navios são totalmente patrocinados pelo Estado a grupos escolhidos.
Valor: Senador, um pouco de política cearense, criador e criatura, vamos falar de sua relação com Ciro Gomes...
Tasso: Não consigo dar uma entrevista sem falar de Ciro.
Valor: Há um rompimento de fato desta vez?
Tasso: Não acredito e não tenho mais nada a ver com o tipo de política, com o entendimento do que é política, que os irmãos Gomes têm. Sou completamente diferente deles hoje.
Valor: O senhor vai liderar a oposição ao governo Cid Gomes?
Tasso: O PSDB tem que ir para a oposição no Estado. E existem muitos jovens aparecendo no partido, aos quais vou ajudar e dar suporte necessário para fazer uma oposição efetiva ao governo, que a meu ver tem retrocessos profundos.
Valor: Como o senhor vê a aproximação de Aécio Neves do PSB, partido de Ciro e Cid?
Tasso: O PSB do Ceará está a léguas do que pensamos e fazemos. Mas tem no quadro nacional figuras próximas de nós e muito próximas do Aécio. Não vai ser uma circunstância local que vai impedir uma coisa maior, se isso for possível ou viável.
Valor: Aécio Neves diz que a oposição ao governo Dilma tem que ser propositiva e qualificada. O que significa isso?
Tasso: A oposição não tem que ser rancorosa, do quanto pior melhor, mas tem que ser firme. E sem receio de falar o que tem que ser falado. Durante os primeiros anos do governo Lula, criticar Lula era complicado por causa do patrulhamento. Diziam que era preconceito. A gente tinha que pensar dez vezes para fazer uma crítica que faria tranquilamente a outro presidente.
Valor: Com Dilma não haverá novamente o recurso ao preconceito, desta vez por ser mulher?
Tasso: Acho que a Dilma não entra tão protegida dessas coisas quanto o Lula. Como ela vem do governo Lula, já foi atacada de diversas formas. E nem simboliza "a" mulher. Na campanha do Geraldo Alckmin de 2006, quando houve aquele episódio dos aloprados, a gente ouvia nos comícios: 'é tudo igual, ficamos com Lula porque pelo menos é um de nós'. Era essa visão. A Dilma não é 'uma de nós' para as mulheres. Ela não tem o carisma do Lula.
Valor: Quem perde com a troca de Lula por Dilma?
Tasso: Os sindicatos, com certeza. Pelo que ela está falando depois das eleições, acho que ela vai ter um governo menos político. Se você observar a área econômica, ela tirou o Henrique Meirelles e colocou o Alexandre Tombini, que é mais técnico do que o Meirelles. O próprio Guido Mantega tem características técnicas e o Luciano Coutinho é um técnico. Nenhum dos três tem gosto pela política nem a característica de fazer alguma concessão por aí.
Valor: Qual a sua expectativa em relação ao governo Dilma?
Tasso: Para ser sincero, algumas das primeiras declarações dela estão bem melhores do que eu pensava. Ela está me passando ter muito mais bom senso, equilíbrio, do que o Lula. Não sei se isso é uma interpretação verdadeira para mais adiante, mas, se for, fico muito mais tranquilo com a Dilma para mais quatro anos do que com o Lula.

Ficha limpa: Paulo Maluf é absolvido das acusações
A Justiça de São Paulo absolveu nesta segunda-feira (13/12) o deputado federal Paulo Maluf (PP) da acusação de compra superfaturada de frangos. Por causa disso, Maluf havia sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e teve os votos anulados.
Em abril deste ano, Maluf foi condenado por improbidade administrativa pela 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo. O deputado foi condenado a devolver a quantia de R$ 21,7 mil aos cofres públicos por ter feito uma compra superfaturada de frangos em 1996, quando era prefeito de São Paulo.
A defesa de Maluf recorreu da sentença. Hoje, por maioria de votos, a Câmara decidiu absolver o deputado. Segundo o relator do processo, o desembargador Nogueira Diefenthaler, não houve prova 
de dolo ou de culpa grave do deputado no caso.
Nas eleições deste ano, Maluf foi eleito com mais de 497 mil votos. Por estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o candidato espera pelo julgamento do processo para poder ser diplomado.
A assessoria de Maluf informou que ele será diplomado deputado federal nesta última sexta-feira (17/12) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. No entanto, o TRE informou que Maluf só será diplomado na sexta-feira de manhã se houver decisão favorável do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o processo será julgado.
No início do mês, o TRE fez uma retotalização do resultado das eleições em São Paulo, o que provocou alteração no quociente eleitoral e na distribuição de vagas para deputado federal. O candidato Paulo Roberto Gomes Mansur (PP), que a exemplo de Maluf também teve seus votos anulados pela Lei Ficha Limpa, conseguiu ser absolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e passou à condição de eleito, com mais de 65 mil votos. Com isso, Vanderlei Siraque passou de eleito para a primeira suplência da Coligação Juntos por São Paulo.
FONTE: Agência Brasil

PT define amanhã quem disputará Presidência CÂMARA

Amanhã, a bancada do PT irá se reunir para definir o deputado que irá disputar a presidência na Câmara dos Deputados. Nomes: Cândido Vaccarezza (SP), Arlindo Chinaglia (SP), entre outros
LÍDER
Petistas escolhem líder do partido
Também será definido o líder do PT na Casa. São candidatos Jilmar Tatto (SP), José Guimarães (CE, foto) e Paulo Teixeira (SP).

INTERNADO HÁ 21 DIAS, ALENCAR TEM
QUADRO ESTÁVEL

Nesta segunda-feira, 12, o vice-presidente da República, José Alencar, completa 21 dias de internação no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde se recupera de uma cirurgia no intestino. Segundo informações da assessoria de imprensa do hospital, Alencar segue estável e permanece no quarto.
O vice deu entrada no dia 23 de novembro com um quadro de obstrução intestinal. Quatro dias depois, foi submetido a uma operação em que parte do tumor e parte do intestino delgado foram retirados.




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