quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Trabalhadores e artistas se unem em defesa do Vale-Cultura

Parlamentares, representantes das Centrais Sindicais e dos artistas se reuniram na manhã desta quarta-feira em um ato em defesa do Vale-Cultura.

O encontro foi realizado no Senado Federal e também contou com a participação da relatora do projeto na Câmara, dep. Manuela d'Ávila (PCdoB-RS) e do presidente da Frente Parlamentar da Cultura, dep. Geraldo Magela (PT-DF) e também com o secretário executivo do Ministério da Cultura Alfredo Manevy. 

O dep. Beto Albuquerque (PSB-RS), vice-líder do governo destacou o empenho de Manuela na defesa do vale-cultura e a importância deste instrumento, "é uma oportunidade de permitirmos aos trabalhadores o acesso à nossa produção cultural que é uma das mais ricas do mundo".

O vice-presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) Ubiraci Dantas destacou que as centrais estão na luta em defesa do Vale-Cultura, "vamos nos mobilizar em todo o país, para não deixar que este direito seja apenas uma letra morta na lei".

Mesmo sendo membro da oposição, o deputado carioca Chico Alencar do P-Sol também participou do evento, "é preciso que nossa juventude tenha acesso à cultura, aos bons livros e ao conhecimento".

Ao final do ato, ficou deliberado que será produzido um documento para os líderes da Casa para que o projeto entre em votação, "nossa luta em defesa do acesso à cultura para os trabalhadores ainda precisa ultrapassar esta última votação e vamos nos empenhar para que esta conquista se torne realidade ainda em 2011" destacou Manuela.

Vale-Cultura

A proposta de criação do Vale Cultura, que aos moldes do Bolsa Família, pretende incentivar a população a frequentar e adquirir bens culturais, não deve encontrar resistência para ser aprovada no Congresso. Para os trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos, serão disponibilizados R$ 50 por mês para assistir a espetáculos de dança, ir ao cinema ou comprar livros e DVD´s. Para quem entende do assunto, no entanto, não é apenas a falta de dinheiro que impede as pessoas de consumirem cultura.

A estimativa do MinC é que R$ 6 bilhões sejam injetados por ano no mercado cultural, por meio de incentivos fiscais às empresas que participarem do programa. A contrapartida para o trabalhador será de até 10% do valor do benefício (R$ 5), descontado no contracheque. Estagiários e portadores de deficiências também terão direito. Para os aposentados, o valor disponibilizado será de R$ 30.

De Brasília
Gustavo Alves

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