quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CE está entre Estados com alto risco de dengue

Dezesseis Estados do País, dentre eles o Ceará, têm risco considerado muito alto de apresentar epidemia de dengue neste verão. Em outros cinco Estados o risco é considerado alto. O levantamento, feito com base numa ferramenta criada pelo governo, leva em conta índices de infestação pelo mosquito que transmite a doença e cobertura de abastecimento de água. No primeiro levantamento feito com essa nova ferramenta, em setembro do ano passado, 10 Estados enquadravam-se como de risco muito alto e 9, de risco alto.

No cenário divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, São Paulo Paraná, Rondônia e Distrito Federal têm risco moderado para a doença. Os Estados considerados de alto risco estão localizados na Região Norte e Nordeste. Rio Grande do Sul tem transmissão focalizada da doença. Diante do crescimento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reuniu-se ontem com representantes de 12 ministérios e com a presidente Dilma Rousseff para traçar um plano de combate à doença. Entre as linhas definidas está a de, a médio prazo, dar prioridade para áreas de risco de dengue na concessão de projetos de saneamento e resíduos sólidos. 

De acordo com ministério, no Norte e Nordeste, a maior parte dos criadouros do mosquito transmissor da dengue são encontrados em caixas d´água, tambores, toneis e poços, usados pela população para driblar a falta abastecimento de água. Para evitar que a doença alcance proporções semelhantes a de 2010, o ministério afirmou ter reservado R$ 1,08 bilhão para as ações de combate. Os recursos, no entanto, já haviam sido anunciados ano passado. 

O Ministério da Saúde não tem informação sobre os números da doença registrados este ano. No entanto, o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, afirmou que, no momento, a maior preocupação está voltada para Amazonas e Rio Branco, regiões onde há um aumento crescente do número de casos. Técnicos do ministério foram enviados ao Amazonas e, na sexta-feira, deverão concluir se há uma epidemia no Estado, que na semana passada registrou um caso de dengue tipo 4, ausente do País há 28 anos. 

O aumento de áreas de risco e alto risco entre setembro e janeiro é atribuído à atualização de dados do novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). Padilha afirma que o ministério preferiu ser "mais conservador". "Entre 16 Estados considerados como de risco muito alto, dois reuniam condições para serem rebaixados. Preferimos manter a mobilização", afirmou. 

Mobilização

Na próxima semana, Padilha deverá se reunir com governadores de Estados onde a situação é mais crítica. O ministro informou ainda que o Ministério da Saúde deverá fazer acompanhamento sistemático da implantação dos planos de contingência para a doença - onde são previstos esquemas de emergência para casos de um aumento elevado do número de pacientes na cidade. Até hoje, Estados de Pernambuco, Minas, Rio Grande do Norte, Tocantins, Paraná e Rio Grande do Sul não apresentaram seus projetos para casos de epidemia de dengue.

Além disso, foi determinado que os 70 municípios considerados prioritários deverão informar diariamente óbitos suspeitos de terem sido provocados pela dengue e, semanalmente, o número de pacientes com suspeita. Ontem, o ministério divulgou também os números de infestação do mosquito Aedes aegypti em 370 municípios. Deste total, 24 estão com risco de surto - incluindo as capitais Rio Branco e Porto Velho.

Fonte: Diário do Nordeste

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