quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Preço do material escolar varia até 285%

Foram pesquisados 87 itens, entre eles lápis, borracha e caderno. O objetivo é ajudar os pais na hora da compraPara economizar na aquisição do material escolar, vale a pena gastar um pouco mais a sola do sapato e percorrer as livrarias e papelarias de Fortaleza. Dependendo do produto e da marca, como no caso do papel verniz, a diferença de preço pode chegar a até 285%. Foi o que comprovou pesquisa divulgada, ontem, pela Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor (Procon Fortaleza).

O levantamento foi realizado na primeira quinzena de dezembro de 2010, em cinco estabelecimentos do Centro: Livraria do Estudante, Livraria e Papelaria Pedro I, Livraria e Papelaria Atual, Livraria Interativa e Livraria Pague Menos. E envolveu 87 itens. O resultado revela a necessidade cada vez maior de o consumidor pesquisar antes os preços para não pagar mais caro.

Diferenças superam 100%
Conforme o Procon Fortaleza, lápis, borracha, cadernos, caneta, apontador, cola, resma de papel, entre outros itens comumente demandados pelas escolas, variam bastante de preço no comércio da Capital. Do total de produtos pesquisados pelo órgão de defesa do consumidor, 18 apresentaram variação superior a 100% entre o menor e o maior preço cobrado.

Os lápis estão sendo vendidos com variações de preço de até 283%. A borracha, com 10% a 60% de diferença. Os cadernos, de 2% a 262%; o apontador chega a custar até 189% mais caro; as colas, até 193%; e as canetas até 224%.

Conforme o estudo, o item que apresentou a menor variação no valor comercializado foi o papel laminado grosso, cuja a diferença chega a 1%, entre os estabelecimentos percorridos pelo Procon Fortaleza.

Orientação aos pais
O diretor do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), José Geraldo Tardin, chama a atenção dos pais para os cuidados a serem tomados antes e depois da aquisição do material escolar.

Para ajudar na economia, ele orienta para que se faça um balanço do que restou do ano letivo anterior, verificando a possibilidade de reaproveitamento. Uma outra dica é para que os pais leiam com atenção a lista que a escola pede. "Veja se a quantidade é realmente adequada ou se a escola esta pedindo algo fora do normal e questione a direção sobre isto", fala.

O especialista lembra que o estabelecimento de ensino não pode exigir a aquisição de uma determinada marcar, loja e nem mesmo que o material seja comprado na escola. Segundo ele uma outra forma de diluir os gastos é que não é preciso comprar todo material escolar no inicio do ano. 

"Os pais podem combinar com a escola e adquirir apenas os produtos a ser utilizados no 1º semestre", ensina. De acordo com ele, também é possível que se organize grupos de pais que, juntos, poderão discutir a possibilidade com os fornecedores de descontos ainda maiores. E mais: "Procure comprar somente o necessário, levando em consideração as taxas de juros nos parcelamentos".

Opinião
Comprar direto na distribuidora é boa opção
Aproveitei as férias de dezembro para antecipar a compra do material escolar. Comprei em uma distribuidora perto da casa da minha mãe, à vista, por um preço mais em conta. Nas livrarias e supermercados, os mesmos cadernos e lápis são bem mais caros. Existe grande diferença entre a linha mais econômica e itens com os personagens dos desenhos, em que os preços são até três vezes maiores.

Kátya PessoaVendedora técnica

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