segunda-feira, 12 de abril de 2010

ASSOCIAÇÃO MÃE DAS DORES



Juazeiro do Norte. A criatividade com o uso da palha tem sido, há muitos anos, o principal meio de sobrevivência de artesãos em Juazeiro. Do milho, carnaúba ou bananeira, o que fica para a maioria das pessoas como algo sem utilização se transforma em peças úteis nas mãos desses artistas, como bolsas, cestos, chapéus, jogos americanos e delicadas flores, entre uma infinidade de artigos.

Mas, atualmente, os jovens do Cariri não se interessam em manter a tradição em produzir artesanato a partir da palha. Mesmo assim, a Associação dos Artesãos da Mãe das Dores e do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, reúne esses profissionais e continua a incentivar as atividades. Para isso, são promovidos cursos sobre novas formas de tintura da palha e novo design dos produtos.

Há três anos havia, na Rua do Horto, um dos principais focos dos artesão da palha em Juazeiro, pelo menos mil pessoas que teciam os fios secos para dar formas a chapéus usados pelos romeiros. Na sombra dos barracões de palha ou nas calçadas de casa, a rua antiga da subida do Horto do "Padim" demonstrava esse importante potencial.

A dona Tecla Cosma da Silva trabalha há cerca de três décadas com este tipo de artesanato. Um trabalho que deu prazer durante, praticamente, toda a sua vida. Ele é uma das mais antigas integrantes da associação e também uma forte incentivadora dos produtos feitos de palha. Já passou o seu ofício para vários jovens da região, que hoje fazem do artesanato um meio de sobrevivência.

As jovens da associação são testemunhas desse trabalho. Há alguns anos elas passaram a integrar a entidade. Nas paredes, de cima a baixo, estão pendurados artigos dos 30 integrantes da casa. Dona Tecla lembra dos tempos em que foi mais fácil se trabalhar com a palha.
Dificuldades

Até mesmo a matéria-prima, segundo a artesã, está em falta no mercado. Este ano, uma de suas grandes preocupações tem sido conseguir palha de milho, o seu principal artigo de trabalho. Para obter o material, dona Tecla precisa ir ao roçado. É necessária uma triagem do produto para não perder a viagem. Mas ela tem uma alternativa que a faz lembrar os pais na infância, com o uso da palha da bananeira.

Uma alternativa, mas que poderá não ter em grande quantidade. A pernambucana chegou ao Cariri ainda na infância. Passou a tecer os fios de palha e a criar novos modelos. Mostra suas bolsas em palhas de carnaúba com alegria de quem está começando a ver os primeiros resultados do seu trabalho.

Uma de suas grandes alegrias é poder passar o que sabe para os jovens, mas lamenta. O futuro deste tipo de atividade se mostra com a experiência de mais um dia, mais um ano, e vai levando da melhor forma.

Desde o início da luta pela Associação, dona Tecla lembra dos momentos de abertura de mercado para os produtos, com o esforço e importante apoio das irmãs Teresa Guimarães e Annete Dumoullin. Desde o sudeste do País, em cidades como São Paulo, à Europa, esse trabalho conseguiu abrir portas para os artesãos caririenses. No entanto, hoje, as encomendas não são tantas como antigamente, mas dá para sobreviver. Pelo menos é que o elas dizem.
Enquete 
Oportunidades


Josefa da Silva Santos
Artesã
32 anos

É uma atividade que me dá grande alegria, mas financeiramente antes era melhor. As encomendas maiores acontecem agora

Tânia Maria Bezerra da Silva
Artesã
24 anos
É uma forma de sobrevivência para nós, mas as pessoas estão menos interessadas em aprender esse tipo de artesanato

Maria Edvânia Bezerra dos Santos
23 anos
Acho uma profissão em que tem que ser criativa para levar os produtos para o mercado. Hoje, estou produzindo mais bolsas
MAIS INFORMAÇÕES 
Associação dos Artesãos da Mãe das Dores e do Padre Cícero
Rua Padre Cícero, 210
(88) 3512.2829
CRISE

Entidade atua mesmo com redução de seus filiados

Juazeiro do Norte. Atualmente, a Associação dos Artesãos da Mãe das Dores e do Padre Cícero perdeu quase a metade dos seus filiados. Antes, eram 50. Agora, apenas 30 dão continuidade às atividades. O motivo para a queda foi a procura por outros trabalhos mais compensadores financeiramente. Mesmo assim, o presidente da Associação, Luciano Bezerra da Silva, afirma que a entidade tem atendido aos clientes sem muitas dificuldades. A maioria do grupo é formado por mulheres.

Atualmente, o principal mercado para o escoamento da produção tem sido o da Capital. Principalmente por meio da Ceart. Ele afirma que a produção de artesanato de palha em Juazeiro do Norte ainda é bastante significativa. Mesmo não estando concentrados no Horto, os artesãos se espalham nos bairros da cidade.

Nos municípios de Caririaçu, Assaré, Salitre, Crato e Jardim estão concentrados grupos de artesãos. Caso a produção necessite de implemento, esses artesãos são contatados. E isso faz com que o polo artesanal da palha do Cariri seja um dos mais importantes do Estado.

E os artesãos filiados à entidade ganham pela produção vendida. O local é a alternativa viável para ter um aproveitamento financeiro mais seguro do que se comercializa. As vendas estão mais focadas nos chapéus a artigos mais em conta, principalmente as bolsas. Mas a clientela em potencial é de fora. Os cartões natalinos, confeccionados em folha de bananeira, palha de banana ou milho e tecidos, passaram por um bom tempo a ser o carro-chefe de vendas.

Eram mais de 20 mil encomendas por ano, por entidades principalmente da França e da Holanda. Era parte do ano era dedicado à fabricação desse artigo. Boas mudanças e adequações nos produtos foram feitas na própria entidade.

Um curso destinado a uma tintura de melhor qualidade foi ministrado esta semana na entidade, em parceria com o Sebrae. Os artesãos se alegam com a possibilidade de cada vez mais poder sofisticar o produto. Um designer dará dicas importantes nos próximos dias.
Dedicação

Luciano dedicou mais da metade de sua vida ao artesanato de palha. Há 19 anos ele aprendeu os primeiros trançados e deu conta de que era sua vida que estava ali. E foi trabalhar com o incentivo das irmãs Annete Dumoulin e Teresa, idealizadoras da entidade juntamente com outras colaboradoras.

Ele agradece o importante apoio da Igreja em fornecer o prédio de abrigo para os artesãos da palha. Mas uma mostra de que os jovens não querem continuar a arte da palha é a quantidade de jovens que iniciam mas não concluem o curso ministrado pela artesã Tecla Cosma da Silva. Mesmo assim, ela tem a alegria em dar continuidade à sua profissão.
Elizângela Santos
Repórter

sábado, 3 de abril de 2010

TRADIÇÃO EM JUAZEIRO DO NORTE NA SEXTA FEIRA SANTA, SUBIDA A COLINA DO HORTO








 O prefeito de Juazeiro do Norte Dr. Santana subiu ao Horto nesta sexta-feira,  bem cedo.  Logo às 6 horas foi marcado um ponto de encontro, no Memorial Padre Cícero, quando foi feita uma oração. Em seguida o Dr. Santana, secretários municipais, amigos, colaboradores e populares fizeram a já tradicional subida ao Horto.
Uma série de providências foi adotada com vistas à tradicional subida dos milhares de fiéis até a estátua de Padre Cícero e ao Santo Sepulcro nesta sexta-feira Santa, que se constitui numa grande tradição em Juazeiro do Norte. Segundo o Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, o município firmou convênio com a Fundação Salesiana e recuperou os quadros das 15 estações que formam a Via Sacra e mais o grande quadro da Ceia Larga ao lado do monumento.

Ele aponta como uma das importantes conquistas do prefeito Manoel Santana junto ao Governo do Estado, a recuperação por completo e a sinalização da estrada nova que dá acesso à colina. Os que forem de carro vão se surpreender com a qualidade do asfalto ali colocado pela Construtora Coral. Nesta quinta-feira, o prefeito esteve fazendo consultas médicas no Horto e foi verificar in loco algumas providências a partir dos quadros na companhia do titular da Setur.

Zé Carlos adiantou que, a partir da noite desta quinta, uma equipe de saúde vai estar de prontidão para atender os casos necessários, conforme entendimentos com a Secretária de Saúde, Luciana Matos. Ele se inteirou sobre a decisão do Demutran em colocar 50 agentes para monitorar e fiscalizar a subida ao Horto. O órgão não vai aceitar o acesso de veículos pela Rua do Horto conforme o plano operacional discutido com o Secretário de Segurança, Cláudio Luz.

Além do asfaltamento da estrada nova, a Prefeitura de Juazeiro tratou de asfaltar a Rua Leandro Bezerra até a ponte sobre o Rio Salgadinho. No trecho em diante e até a estátua, equipes da Secretaria do Meio Ambiente e de Infraestrutura se encarregaram pela limpeza geral com serviços de capinação, varrição, retirada de lixo e entulhos e a pintura do meio-fio dando um novo aspecto ao caminho que leva à estátua do fundador de Juazeiro.





sexta-feira, 2 de abril de 2010

Centro de Referência em Artesanato do Cariri


Governo reforça o artesanato e capacita jovens e trabalhadores no Cariri

As carrancas, cerâmicas, esculturas em madeira e os artigos de renda - arte típica da região do Cariri - ganham novos reforços com o investimento de R$ 750 mil por parte do Governo do Estado.


Os recursos serão destinados à capacitação profissional de 5.400 artesãos e e no fortalecimento de micros e pequenos empreendedores local Centro de Referência em Artesanato do Cariri 
Uma das estratégias do equipamento será fortalecer o trabalho artesanal dos 29 municípios da região, desenvolvendo e difundindo a cultura local. Além de consultorias para organização de grupos produtivos, realização de eventos para exposição e comercialização de produtos, o Centro tem o objetivo de desenvolver ações para adequação e melhoria da produção do Cariri.

CAMINHÃO DO ARTESÃO / Cariri


Caminhão do Artesão 

O Caminhão servirá para transporte dos produtos para as mais variadas feiras e exposições no País. A conquista deu-se graças a união de esforços da Prefeitura de Juazeiro, Fundação Banco do Brasil e Federação das Associações dos Artesãos do Cariri.

 “Este caminhão não é uma conquista da Prefeitura ou do Banco do Brasil é de cada um de vocês que tira o sustento com o suor do próprio rosto, dignificando essa importante cadeia produtiva”, disse entusiasmado.
O Superintendente Regional do Banco do Brasil, Adilson Anísio do Nascimento em seu pronunciamento lembrou que era uma satisfação estar em Juazeiro para consolidar a importante parceria. “O Banco do Brasil estará sempre disposto a firmar estas parcerias que só trazem benefícios para toda população. O Poder público local é sempre um parceiro importante assim como ocorre na AABB Comunidade”, afirmou Anísio.

O Superintende do Banco do Brasil informou que o caminhão custou R$ 119 mil e que através do PRONAF poderão ser disponibilizados para os artesãos mais de R$ 500 mil. “O Banco do Brasil acredita na força, competência e qualidade dos produtos dos artesãos e na sua capacidade de pagamento”, afirmou.

Para Maria Celeste Franco da Rocha da Federação das Associações dos Artesãos do Cariri a entrega deste caminhão significa a realização de um grande sonho. “Foi um sonho grande, audacioso e significa facilitação para participarmos representando o Cariri e o Estado em feiras distantes como Pernambuco, Bahia e Minas Gerais. Nós estamos muito felizes e reconhecidas a Prefeitura e a Fundação Banco do Brasil”,

Caminhão dos Artesãos

quinta-feira, 1 de abril de 2010

PAIXÃO DE CRISTO SERÁ NO HORTO




JUAZEIRO DO NORTE: PAIXÃO DE CRISTO SERÁ NO HORTO

A entrada triunfal em Jerusalém, por meio de um espetáculo realizado por pessoas comuns. Assim é aberta a Semana Santa em Juazeiro do Norte, a terra sagrada dos romeiros nordestinos. Este ano, o espetáculo da Paixão de Cristo vai às ruas da cidade e na sexta-feira será apresentado no Horto, com Jesus, o Nazareno, revivendo os momentos mais marcantes da história do homem que mudou a trajetória da humanidade.
Este ano, Jesus passa a ser interpretado pelo sapateiro Antônio de Lima. O trabalho, que vem sendo ensaiado em poucos momentos de encontro dos mais de 100 participantes, é um momento de realização para os figurantes e atores. Muitos deles participam do espetáculo há 27 anos, desde que foi criado. Um deles é o próprio coordenador do grupo, Raimundo Rocha, que por muitos anos fez o papel principal e da maior responsabilidade, como ele considera, de Jesus.

Diário do Nordeste

III ENCONTRO DO PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO ARTESANATO DO CEARÁ