terça-feira, 4 de setembro de 2012

Estudo lista as 12 principais capitais culturais do mundo

Estudo encomendado pela prefeitura de Londres (Inglaterra) listou as 12 capitais culturais do mundo. Apesar da presença de cidades tradicionais neste tipo de levantamento – Nova York (EUA), Berlim (Alemanha), Paris (França) e a capital inglesa -, o “World Cities Culture Report” revela uma desconcentração dessas cidades no território europeu e norte-americano. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.
Tóquio, Istambul, Johannesburgo, Xangai, Sydney, Cingapura, Mumbai e São Paulo – a única cidade da América Latina a aparecer na lista – também são apontadas como polos culturais.
Segundo Paul Owens, diretor da consultoria BOP Consulting, que realizou a pesquisa, as metrópoles emergentes estão inventando um perfil cultural próprio, que não é o mesmo das cidades da Europa e dos Estados Unidos. O levantamento leva em conta 60 indicativos nas áreas de literatura, cinema, artes visuais, artes do espetáculo e em setores novos, como o de games.
Os dados relativos a São Paulo mostram que a cidade está na frente de outras em alguns quesitos, como o número de livrarias. A capital paulista conta com 869 lojas, número superior ao de Londres, que tem 802, ou Nova York, com 750. Além disso, os cinemas da cidade brasileira recebem cerca de 50 milhões de espectadores, deixando para trás Tóquio, Londres, Berlim e Cingapura.
Contudo, quando o assunto é infraestrutura, o nível da cidade é inferior à maior parte das outras capitais pesquisadas. O número de teatros, salas de cinema e bibliotecas para cada 100 mil habitantes são pequenos se comparados aos outros centros.
Economia do novo século - ”As cidades sempre investiram em cultura por razões de prestígio, para mostrar poder político ou sucesso econômico. Esse era o modelo de desenvolvimento próprio das cidades americanas e europeias no século 19″, afirmou Owens à reportagem. Atualmente, os setores envolvidos com a Cultura são ativos importantes para a economia dos países. Em Londres, por exemplo, o setor movimenta 12 bilhões de libras e emprega 386 mil pessoas.
Para a economista Lidia Goldenstein, esta é a política industrial deste século. “Estamos muito atrasados na compreensão do que esses setores da economia criativa representam no mundo hoje. Aqui, isso ainda é visto como algo circunscrito à cultura ou às políticas de inclusão social. Muito diferente dos países que estão levando a sério, entre eles a Inglaterra e a China, que colocou o tema no seu plano quinquenal. Esse é um tema de campanha, era o que devia estar sendo discutido, porque é isso que vai definir o futuro da cidade”.
Para ler a íntegra da matéria, clique aqui.
*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

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