quinta-feira, 29 de setembro de 2011

nova regra Entrevista obrigatória no seguro-desemprego


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São Paulo. O governo federal criou novas regras para limitar o pagamento do benefício do seguro-desemprego. Em São Paulo, já está sendo implementado o sistema: o trabalhador, quando for pedir o benefício, receberá até três cartas de recomendação de emprego. Se faltar às entrevistas ou recusar a vaga, sem justificativa, terá o seguro-desemprego suspenso.
As vagas oferecidas são retiradas de cadastros dos centros públicos de emprego. Para recusar as propostas de emprego, que deverão ser compatíveis com a função do trabalhador e com salário igual ou maior que o anterior, o desempregado poderá alegar doença, que está fazendo curso profissionalizante (para exercer novo cargo) ou dificuldade de locomoção. Se não houver vagas disponíveis para o perfil do trabalhador, ele não será prejudicado e receberá o seguro normalmente.

A nova regra começou a ser aplicada em setembro do ano passado na Paraíba e chegará a todo o país até o fim do ano, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Hoje, não há exigência de entrevista de emprego nem curso de qualificação para receber o seguro. O tempo de liberação do benefício continuará de 30 dias a partir do dia do pedido. Durante o recebimento, o trabalhador também poderá ser chamado para entrevistas de emprego.

O objetivo, segundo o MTE, é coibir fraudes e facilitar a recolocação dos trabalhadores. Segundo Rodolfo Peres Torelly, diretor do Departamento de Emprego e Salário, órgão que pertence ao Ministério, a nova regra deverá afetar mais quem ganha até R$ 1.500 por mês. São os trabalhadores dessa faixa de renda os que mais procuram o seguro e que ocupam funções que têm mais vagas sendo ofertadas.

Incertezas

As incertezas em relação ao cenário econômico influenciaram o comportamento da taxa de desemprego no mês de agosto, que ficou em 10,9% em sete regiões metropolitanas em agosto, de acordo com técnicos da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

"A estabilidade na taxa de desemprego do mês de agosto não é um resultado típico para o período", afirmou a economista Patricia Lino Costa, do Dieese. "Já era para a taxa de desemprego começar a cair", disse.

O nível de ocupação ficou estável em agosto comparativamente a julho. Entre os setores, houve queda no nível de ocupação na indústria (-0,6%), comércio (-0,6%), construção civil (-0,2%) e agregado outros serviços (-0,7%). Somente o setor de serviços registrou um resultado positivo (0,4%).

Mantido

30 dias continua sendo o tempo para a liberação do benefício, mesmo com a nova determinação do Ministério do Trabalho

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