sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Secretária lamenta confronto professores-Polícia e diz que Governo só negocia com fim da greve

O movimento reivindica, entre outros pontos, a implantação, por parte do governo Cid, do piso nacional dos professores - considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Francisco Fontenele / O POVO)

A secretária da educação do Estado, Izolda Cela, considerou “lamentável” o confronto registrado nesta manhã de quinta-feira, 29, envolvendo professores estaduais em greve e o Batalhão de Choque da Polícia Militar. Foi o que ela disse, durante entrevista ao programa Revista O POVO/CBN, da rádio O POVO/CBN, apresentado pela jornalista Alexandra Souza.

Izolda Cela disse que o Estado sempre esteve aberto ao diálogo e que a mensagem aprovada pela Assembleia nesta quinta-feira nada tem a ver com o principal das reivindicações da categoria. Houve reuniões com a presença, inclusive, de parlamentares. Há, segundo a secretária, um grupo de professores que não recebia o piso da forma como o Supremo definiu. O governo teria que resolver essa situação que estava irregular e envolvendo cerca de 200 docentes, o que a mensagem aprovada corrige.

Ela considerou justo que os docentes se mobilizem, mas “não podemos sacrificar os alunos”. A secretária lembrou que o governador havia avisado para os professores que a negociação ocorreria, mas sem clima de greve. Ou seja, não dava para tratar de planilhas e salários sem que houvesse aula, já que os alunos estão às vésperas de provas do Enem.

“Eu não sei…às vezes tem interesse político, tem gente que não se importa em prejudicar professores e, principalmente, as escolas (…) queremos retomar o diálogo para atender aos anseios da categoria e da população”, adiantou Izolda Cela, reiterando: volta a negociar, mas com as escolas em funcionamento.

Sobre agressão de professores, ela disse que o fato se registrou no âmbito do Poder Legislativo e que houve uma manifestação do presidente da Casa, Roberto Cláudio, que ela disse admirar. Para ela, o presidente agiu para defender a integridade dos servidores da Casa e do patrimônio público. Avalia que as responsabilidades serão apuradas.

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