quarta-feira, 25 de abril de 2012

Casa própria também vai ter corte de taxas de juros

Caixa anunciou ontem melhoria nas condições para cliente conseguir financiar imóvel

Rio - Mais um setor terá redução de juros ao consumidor. Desta vez será o segmento de crédito imobiliário. Hoje, a Caixa Econômica Federal anunciará queda das taxas do financiamento de imóveis. Atualmente, o banco oferecido percentuais que variam de 5% — para empreendimentos do ‘Minha casa, Minha Vida’ — a 12% ao ano para mutuários em geral.



Foto: Banco de imagens

O banco é um dos principais instrumentos do governo para fomentar financiamentoshabitacionais no País. O anúncio de corte ocorrerá em coletiva de lançamento do 8º Feirão da Casa Própria, quando será informado o calendário dos eventos.

FOGÃO E GELADEIRA

Sem antecipar detalhes, a Caixa não informou se a redução dos juros será válida para contratos de financiamentos já fechados ou se as novas regras vão ser usadas somente para quem pegar empréstimo a partir de agora. O banco também confirmará hoje se o corte atingirá todas as modalidades de crédito imobiliário ou apenas os contratos do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’.

A Caixa mexerá nos juros do crédito imobiliário dois dias dia depois de anunciarfinanciamento de móveis e eletrodomésticos da linha banca (fogão, geladeira e tanquinhos eletrônicos) com taxas de 1% a 2% ao mês. A iniciativa beneficia inscritos no programa habitacional voltado a famílias de baixa renda.

Caixa e Banco do Brasil seguem na trajetória de oferecer mais crédito a juros baixo, forçando a concorrência a fazer o mesmo. Apesar da resistência inicial, os bancos privados também anunciaram reduções.

Paciência para ter juro baixo

Para o cliente conseguir se beneficiar das taxas de juros mais baixas anunciadas pelos bancos é preciso ter paciência na hora de negociar uma dívida ou tentar um novo empréstimo. Devido a informações desencontradas em algumas nas agências, os clientes ficam na dúvida se os números apresentados são realmente mais em conta.

O servidor municipal Ronaldo Cruz, 50 anos, por exemplo, teve dificuldades ao pedir informações sobre a redução dos juros do cheque especial. “Precisava de benefício que reduzisse os juros de quase 10%. Fui mal informado e me empurram alternativa que não constava do programa de redução”, conta.
A funcionária dos Correios Almerinda Dias, 50, ouviu reclamações de amigos que esbarram em exigências dos bancos para conseguir juros mais baixo. Já o aposentado do INSS Miguel Azevedo, 72, afirmou que pesquisará entre os bancos a melhor opção de consignado antes de pegar um empréstimo.

Taxas mínimas só para alguns

Apesar das instituições bancárias públicas e privadas alardearem reduções nas taxas de juros, os percentuais mínimos não estão acessíveis a todos os clientes.

Na hora de conceder empréstimo, o banco avalia o histórico de relacionamento do cliente com a instituição para determinar a taxa de juros.

Quem é cliente antigo, possui outros produtos do banco, nunca emitiu cheque sem fundos ou ficou inadimplente, certamente terá mais chances de se beneficiar de taxas menores.

O Dia Online

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