sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Justiça dá prazo até segunda-feira para Inep se manifestar sobre o Enem

A Justiça Federal no Ceará, por meio do juiz federal Luiz Praxedes Vieira, determinou um prazo de 72 horas para que o Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação responsável pela organização do Exame Nacional do Ensino Médio se manifeste a respeito da antecipação de questões do Enem por uma escola de Fortaleza.

Justiça dá 72 horas para MEC explicar vazamento do Enem (Juiz dá 72 horas para MEC explicar vazamento do Enem (Juiz dá 72 horas para MEC explicar vazamento do Enem (Juiz dá 72h para governo explicar vazamento do Enem (Juiz dá 72h para MEC explicar questões do Enem (Justiça dá até segunda para Inep se manifestar)

O Inep havia pedido um prazo de 10 dias para se manifestar “tendo em vista a complexidade do assunto”, o que foi negado pelo juiz federal. “O prazo assinalado correrá minuto a minuto da hora do recebimento da intimação”, afirma o juiz. O instituto terá até 10h48 (horário de Fortaleza) de segunda-feira (31).
O Ministério Público Federal do Ceará entrou com ação na Justiça Federal pedindo a anulação total da prova ou a anulação de 14 questões antecipadas pelo Colégio Christus, de Fortaleza. De acordo com o procurador da República no Ceará Oscar Costa Filho, estas são as únicas formas de manter a isonomia do concurso entre todos os candidatos do Brasil.

Nesta sexta-feira (28), a Defensoria Pública da União também pediu a anulação de 14 questões antecipadas em 10 dias pelo Christus.

Vazamento
Na quinta-feira (27), o Ministério da Educação confirmou que as questões do Enem que vazaram estavam no pré-teste aplicado no Colégio Christus, em Fortaleza, em outubro de 2010. Ainda nesta quinta, o ministro da Educação Fernando Haddad disse que o governo tem a convicção de que dois dos 36 cadernos de pré-testes do Enem foram reproduzidos e distribuídos aos alunos pelos professores do Colégio Christus, em Fortaleza.

"Os professores recomendavam aos próprios estudantes a não divulgação desses cadernos, porque as questões ali contidas, provavelmente algumas delas cairiam na prova", afirma Haddad.

A direção do colégio não quis se manifestar sobre as declarações do ministro, na ocasião.

Por conta do problema, o MEC decidiu reaplicar a prova aos 639 alunos do Christus nos dias 28 e 29 de novembro, quando os presidiários e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas privados de liberdade também fazem o exame.

Nenhum comentário:

Postar um comentário