quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

10 métodos antigos – e bizarros – de contracepção


Nesse ano comemoramos o aniversário de 50 anos da pílula anticoncepcional – o que possibilitou as mulheres a se libertarem de conceitos antigos e causou uma verdadeira revolução. No entanto, as moças já tinham “controle” sobre uma possível gravidez muito antes disso – apesar de alguns métodos não parecerem lá muito seguros e alguns soarem aterrorizantes.
Para aparecerem nessa lista os métodos anticoncepcionais tinham que ser, minimamente, plausíveis. Há registros de mulheres da antiguidade que usavam danças e amuletos para prevenir a gravidez, mas isso não é nada confiável. Além disso, aqui estão listados tanto métodos contraceptivos – que impedem a fecundação do óvulo – quanto métodos abortivos.
Lembramos que essa lista serve a propósitos de curiosidade e que nenhum desses métodos deve ser tentado em casa.
Confira:
Dizem que a acidez dos limões é espermicida – mata os espermatozóides. As mulheres da antiguidade costumavam ensopar esponjas em suco de limão e depois inseri-las na vagina. O método é mencionado no Talmud e era o “preferido” em comunidades judaicas antigas. Dizem que o famoso Casanova usava casca de limão como uma espécie de diafragma em suas amantes. Também se usavam “banhos” de limão após o coito – mas esse método é menos eficiente, já que o esperma pode demorar pouquíssimo tempo para chegar ao seu “destino”.
A erva conhecida como “Renda da Rainha” ou, sugestivamente, cenoura selvagem, produz sementes que, há muito tempo, foram usadas como anticoncepcionais. Hipócrates descreveu seu uso há dois milênios atrás. Basicamente, as sementes bloqueiam a síntese de progesterona, funcionando como uma espécie de pílula do dia seguinte, que podem ser ingeridas até 8 horas após o contato com o esperma. Ingerir as sementes não produzia quase nenhum efeito colateral (apenas uma leve prisão de ventre) e moças que fizessem o uso dela poderiam conceber filhos saudáveis posteriormente.
Uma planta do mesmo gênero da menta, os antigos gregos e romanos temperavam seus alimentos e seu vinho com ela. O chá de poejo induzia o aborto e a menstruação. Ingerir muito do chá, no entanto, pode ser tóxico, levando à falência múltipla dos órgãos.
Essa planta foi usada pelos americanos nativos como forma de controle de natalidade. Ela contém pelo menos duas substâncias que induzem o aborto, que causam contrações uterinas. Parteiras também usavam a substância no último mês de gravidez das clientes para “prepará-las” para o parto.
Também conhecida como Angélica Chinesa, a erva é conhecida há muito tempo pelos seus efeitos no ciclo menstrual das mulheres. As moças bebiam o chá das raízes da planta para aliviar cólicas e regular o ciclo menstrual. Se tomado durante a gravidez, no entanto, causa contração do útero e aborto.
A arruda que você usa para afastar mau-olhado no seu jardim foi descrita por Sorannus, um médico grego do século II como abortificante. Moças em diversas regiões da América Latina comiam verdadeiras saladas de Arruda para prevenir a gravidez e, quando queriam induzir um aborto, tomavam chá da planta.
Acreditava-se que passar uma pasta de acácia e casca de árvores em um tufo de algodão e usá-lo como pessário, inserido dentro da vagina, impedia a gravidez. Tanto o algodão como a acácia têm propriedades espermicidas. A acácia fermenta e se transforma em ácido lático, enquanto o algodão servia de barreira entre o sêmen e o útero. Durante os tempos de escravidão, as escravas mastigavam raízes de algodão para prevenir a gravidez. A raiz de algodão contém a produção de progesterona – um hormônio que é necessário para a gravidez.
Na parte sul da Ásia o mamão ainda verde, não maduro, era usado para prevenir a gravidez ou para induzir um aborto. As próprias sementes do mamão podem ser usadas como um “anticoncepcional masculino”. Se você comer sementes todos os dias, a contagem de espermatozóides no sêmen pode chegar a zero. E, se você para de comer as sementes, a produção de espermatozóides volta ao normal.
O sílfio é uma planta da família do funcho que cresce nas praias da Líbia. Ela era tão importante para a economia da região que aparecia gravada nas moedas. Se sua tintura fosse tomada pelo menos uma vez ao mês ela funcionava como método contraceptivo. Também poderia ser usada como método abortivo, sendo aplicada oralmente ou através da vagina. No entanto, no século II d.C, a planta foi extinta completamente extinta por causa da coleta.
Várias civilizações, incluindo Romanos, Gregos e Egípcios eram fascinadas por mercúrio e o usavam para tratar tudo – desde uma alergia à sífilis. Na China antiga, as moças bebiam mercúrio para prevenir a gravidez. No entanto, hoje sabemos que o Mercúrio é extremamente tóxico, causando problemas de rins, nos pulmões e no cérebro, sendo um caminho certo para a morte. Se você chegar a esse ponto, estar grávida ou não é a menor das suas preocupações. [Listverse]

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