quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Tasso integra grupo de notáveis responsável pela refundação do PSDB

Por: Antonio Oliveira
As lideranças nacionais do PSDB deflagram, nesta quarta-feira (15), em Maceió, o processo de refundação da sigla e irão criar um grupo de notáveis para liderar as mudanças nos rumos do partido com vistas às eleições de 2012 e 2014. O senador cearense Tasso Jereissati tem o nome defendido pela alta cúpula tucana para integrar, ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o grupo responsável pela definição das novas diretrizes do partido.
A reunião em Maceió terá a presença dos oito governadores do PSDB – um deles é o alagoano reeleito Teotônio Vilela. Esse é o primeiro encontro a ser realizado pelos tucanos após as eleições de 31 de outubro quando José Serra foi derrotado, no segundo turno, pela petista Dilma Roussef.
Os tucanos têm divergências sobre os rumos do partido. E há, também, divisão entre as correntes lideradas por José Serra e pelo senador mineiro eleito Aécio Neves. Mesmo com as divergências, outro ponto os une: a linha de oposição ao Governo de Dilma Roussef. Veja outras informações sobre esse encontro na reportagem trazida hoje pela Folha de São Paulo.
PSDB debate hoje agenda da "refundação"
Os oito governadores eleitos do PSDB se reúnem hoje em Maceió (AL) para traçar a linha de oposição a Dilma Rousseff, unificar o discurso social e fixar uma estratégia para se reaproximar das entidades da sociedade civil.
A agenda coincide com a que o senador eleito Aécio Neves (MG) prega para a "refundação" do partido, e que já provoca reações do grupo do ex-governador e presidenciável derrotado José Serra.
Aécio defende a reformulação do programa partidário do PSDB para definir propostas que irão nortear as campanhas de 2012 e 2014. Para isso, o PSDB faria uma espécie de censo de seus militantes, já que não há dados seguros de quantos são os filiados tucanos. Aécio também defende que os Estados tucanos tenham uma marca única para os programas sociais, para rivalizar com o Bolsa Família.
A tática inclui o reforço das relações com o sindicalismo para se contrapor ao PT. Eduardo Graeff, ex-assessor do governo FHC, foi convocado para redigir uma carta do encontro de hoje. O discurso dos serristas não será contra a reformulação, mas sim à centralização das ações em Aécio. Ciente da resistência, o mineiro propôs que a refundação seja conduzida por "notáveis", como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e o próprio Serra.
Em outra frente, Aécio tenta emplacar a continuidade do senador Sério Guerra (PSDB-PE) na presidência do partido, sob o argumento de que ele é um "aglutinador". O movimento tem oposição dos serristas, já que o paulista não descarta disputar o comando do PSDB.

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