quinta-feira, 28 de junho de 2012

Destaques da Região Últimas da Região O Brasil e o Mundo Greve na UFC afeta atendimento em 2 hospitais do Ceará


A greve dos servidores da Universidade Federal do Ceará (UFC), iniciada há 15 dias prejudicou o atendimento em dois hospitais de referência em Fortaleza, a Maternidade Escola Assis Chateaubriand e Valter Cantídio. A greve é nacional. Os servidores federais querem reajuste e isonomia salarial, incentivo à qualificação, entre outros benefícios. A UFC informou que está disposta a negociar.
O aviso está na porta da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC). A greve mudou a rotina da unidade. Antes, em média, 200 pessoas eram atendidas por dia nas especialidades de ginecologia, obstetrícia, mastologia, além da emergência. Agora, está sendo atendido a metade.
“As cirurgias ginecológicas eletivas estão suspensas e estão mantidas as cirurgas em que há suspeita de câncer. A nossa emergência continua em funcionamento, porém com uma redução do número de pacientes atendidos em cerca de 50% a 60%”, informou o diretor da MEAC, Carlos Augusto Alencar.
Por causa da greve, a maternidade teve de suspender os atendimentos aos pacientes não urgentes, e os que buscam a unidade pela primeira vez.A prioridade é o tratamento aos que vêm sendo acompanhados. A auxiliar de enfermagem, Roseli Sousa está fazendo exames depois de uma cirurgia. “Para mim é importante, porque estou no tratamento da menopausa, estou fazendo acompanhamento”, disse.
Greve também no Hospital Universitário Valter Cantídio, referência em média e alta complexidade, além de oferecer atendimentos em 17 especialidades médicas. De acordo com a direção do hospital, a escala de greve ainda não foi cumprida pelos servidores. Mas, quando começar, a expectativa é a mesma da MEAC, que o número de servidores e de pacientes caia pela metade.
De acordo com o hospital, são 900 servidores, que atendem 500 pacientes todos os dias. Com a greve, muitos vão ser prejudicados. “Pacientes portadores de hérnias, pacientes portadores de doenças de vesícula, gastroenterológicas. Esses pacientes vão ter dificuldade para marcar consulta”, afirma o diretor do Hospital Valter Cantídio, Eugênio Lincon.
Já os pacientes transplantados ou na fila de espera por uma cirurgia não vão ser afetados. O representante comercial, Celso Gomes, é um deles. Ele faz exames para receber um rim. “Se Deus quiser, logo logo eu quero estar transplantado”, disse.

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