terça-feira, 26 de junho de 2012

Refinaria do Ceará está mantida no plano de negócios da Petrobras


A refinaria Premium II, prevista para ser implantada no complexo portuário e industrial do Pecém, na Grande Fortaleza, está mantida no plano de negócio da Petrobras, de acordo com o diretor de abastecimento da companhia, José Carlos Cozenza. "As novas refinarias estão mantidas. Não houve corte. O que houve foi uma adequação de recursos à real necessidade'', disse o diretor durante a apresentação do plano de negócios 2012-2016 da empresa nesta manhã de segunda-feira (25).
No entanto, segundo o plano, as refinarias Premium I, no Maranhão, Premium II e Comperj estão no que a Petrobrasclassificou de fase 1, com investimentos sob análise e não devem ser concluídas até 2017. ''As refinarias estão no plano de negócios e estão recebendo os recursos compatíveis com a fase em que estão'', afirmou Cozenza. Atualmente a companhia tem 12 refinarias em operação que geram 2 milhões de barris/dia.
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e o Centro Industrial do Ceará (CIC) realizam manifesto a favor da refinaria nesta segunda-feira (25), às 18h, no Auditório Luiz Esteves Neto, no Bairro Aldeota.





Segundo o governo do estado do Ceará, o terreno onde será construída a refinaria Premium II, nas cidades de Caucaia e São Gonçalo do Amarante, litoral do estado, já foi desapropriado e as indenizações foram pagas. A licença ambiental para o início das obras também foi emitida.
Ainda de acordo com Cid Gomes, as famílias que se consideram índios anacés, que habitam a região do terreno do obra, pedem o apoio para que seja adquirida uma área onde eles possam viver segundo as suas tradições. De acordo com Cid Gomes, o governo quer resolver o impasse para não perder o investimento da Petrobras. “Eu estou sensível e solidário a isso. Venho tratando essa questão com a Petrobras. Já estive pessoalmente com a presidente da Petrobras”, disse o governador na semana passada.
O impasse entre índios anacés e o governo do estado sobre a desapropriação de terras pode atrasar o andamento da obra. Com o conflito, o estado corre o risco de perder os investimentos da Petrobras para a construção da refinaria, avalaida em R$ 10 bilhões, de acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Macêdo.

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