sexta-feira, 20 de julho de 2012

Federais do Ceará rejeitam proposta em assembleia e mantêm greve





Professores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Unilab decidiram por unanimidade em assembleia nesta quinta-feira (19) rejeitar a proposta do Governo Federal e manter a greve. Na proposta apresentada aos professores das universidades públicas de todo o país, os reajustes salariais variam de 17% a 40%, de acordo com a classe, nível e titulação do professor.


O aumento seria parcelado, começaria a valer em julho de 2013 e seria concluído em 2015. Em relação ao plano de carreiras, a proposta é reduzir de 17 para 13 os níveis de carreira. Os servidores querem que o reajuste seja aplicado a partir janeiro de 2013.


Segundo a associação, a greve dos professores está mantida pelo menos até esta segunda-feira (23), data em que está prevista uma nova reunião entre professores em greve o governo federal. Os servidores do Ceará pretendem apresentar uma contraproposta tanto em relação ao reajuste salarial, como para a reestruturação do plano de cargos e carreiras.


Na última terça-feira (17), os professores já haviam criticado a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo federal na sexta-feira (13). Segundo a Associação dos Servidores das Universidades Federais no Ceará (Adufc), a proposta do governo beneficia principalmente professores com doutorado, o equivalente a 10% dos professores. De acordo com a Adufc, todavia, a maior parte dos professores do Ceará, especialmente no inteiror do estado, não possuem doutorado.A assembleia foi no campus da Universidade Federal do Ceará, no Pici, em Fortaleza. Professores de Sobral, na Região Norte, e do Cariri acompanharam por videoconferência.


As universidades federais do Ceará estão em greve desde 12 de junho e o Instituto Federal de Ciência e Tecnologias do Ceará, desde 13 de junho. Em todo o Brasil, 57 universidades estão em greve há dois meses.


Proposta do governo


A proposta do governo federal, que entraria em vigor a partir de 2013, reduz de 17 para 13 os níveis da carreira, como forma de "incentivar o avanço mais rápido a busca de qualificação profissional e dos títulos acadêmicos". Segundo o documento elaborado pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), a proposta apresentada pelo governo, apesar de reduzir os níveis, mantém, na estrutura, a hierarquização vertical em classes.


Em nota, o ministério afirmou que "todos os docentes federais de nível superior terão reajustes salariais além dos 4% já concedidos pela MP 568 retroativo a março, ao longo dos próximos três anos". Pela proposta, o salário inicial do professor com doutorado e com dedicação exclusiva será de R$ 8,4 mil. Os salário dos professores já ingressados na universidade, com título de doutor e dedicação exclusiva, passarão de R$ 7,3 mil (valor referente a fevereiro) para R$ 10 mil.

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