quarta-feira, 30 de março de 2011

Lula, Dilma e brasileiros de todo o país homenageiam José Alencar


"Era uma relação de irmãos e companheiros", disse o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva sobre a morte de José Alencar, nesta terça-feira (29). Por estar visivelmente emocionado, Lula precisou interromper seu discurso em várias ocasiões. O ex-presidente rompeu em lágrimas ao tomar conhecimento da notícia e antecipou que dedicará a ele o título honoris causa que receberá nesta quarta-feira (29) na Universidade de Coimbra (Portugal).

A presidente Dilma Rousseff, também em Portugal, decidiu antecipar seu retorno ao Brasil devido à morte do ex-vice-presidente. Ela cancelará os encontros previstos para amanhã com o presidente português, Aníbal Cavaco Silva, e o primeiro-ministro, José Sócrates. “Ele foi inesquecível para o nosso país, todo nós estamos muito emocionados”, declarou.

Além da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, o presidente em exercício Michel Temer também manifestou pesar pela morte de José Alencar. As declarações de valorização da sua história e do seu patriotismo repercutem por todo o país: políticos de todos os partidos, entre os quais ministros, parlamentares, governadores e prefeitos já se manifestaram, assim como empresários, lideranças dos movimentos sociais, religiosos e artistas. Os governos de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro decretaram luto. A comoção é geral.

Digno de honrarias, o corpo de José Alencar será velado no Palácio do Planalto. O cerimonial do Palácio do Planalto preparou uma homenagem ao ex-vice-presidente José Alencar semelhante à prestada a outro político mineiro, Tancredo Neves, morto em 1985. O corpo será transportado em carro aberto pelas principais avenidas de Brasília e será velado no Salão Nobre, espaço onde a dupla Lula-Alencar realizou os principais eventos públicos em oito anos de mandato.
Segundo nota divulgada pelo Hospital Sírio-Libanês, Alencar também será velado em Belo Horizonte (MG), na quinta-feira (31), no Palácio da Liberdade, antiga sede do governo mineiro, das 8h30 às 13 horas.
Alencar enfrentava câncer desde 1997
O empresário mineiro e ex-vice-presidente da República José Alencar morreu às 14h41 desta terça-feira, aos 79 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com nota oficial da instituição, Alencar morreu em decorrência de câncer e falência de múltiplos órgãos. Ele lutava contra a doença desde 1997. Ao todo, foi submetido a 17 cirurgias nos últimos 13 anos.

O ex-vice-presidente foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira, com um quadro de suboclusão intestinal, em "condições críticas". Ele havia recebido alta em 15 de março, após uma internação de mais de um mês na instituição devido a uma peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) por perfuração intestinal.


Alencar nasceu em 17 de outubro de 1931 em um povoado às margens de Muriaé, cidade de 100.063 mil habitantes no interior de Minas Gerais. Ele era casado com Mariza Campos Gomes da Silva, com quem teve três filhos.

Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou, em Montes Claros (MG), a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), hoje um dos maiores grupos industriais têxteis do País. Estabelecido no setor empresarial, candidatou-se para o governo de Minas em 1994 e, em 1998, conquistou uma vaga no Senado Federal por Minas Gerais. Elegeu-se vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, tendo sido reeleito junto com o petista em 2006.

Da redação, com agências

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