sexta-feira, 4 de março de 2011

RELATÓRIO DO IPECE Ceará avança, mas não atingirá meta do milênio



Dos oito objetivos do ODM, o Estado se destacou no primeiro, referente à erradicação da extrema pobreza


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O relatório dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), apontou diversos avanços no Estado, em consonância com a realidade nacional, como o alcance das metas relacionadas à redução da pobreza e melhorias na Educação e Saúde.

Entretanto, alguns indicadores refletem dificuldades na infraestrutura e no desenvolvimento econômico sustentável. A saúde materna também ficou a desejar. Devido esses problemas, o relatório, elaborado em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), chega a conclusão que o Ceará não vai atingir todas as metas fixadas.

Dos oito objetivos do ODM, o Estado se destacou no primeiro, referente a erradicação da extrema pobreza e da fome. Isso porque, já em 2007, assim como no Brasil, essa meta já tinha sido alcançada.

Em 1990, o Ceará tinha mais de 50% de pessoas em condições de extrema pobreza, ou seja, com renda domiciliar, per capita, abaixo da linha de pobreza internacional de US$ 1,25 por dia. Em 2008, apenas 8,5% dos cearenses eram extremamente pobres, segundo o critério internacional, o que indica que a meta de reduzir a 13,8%, até o ano de 2015, já tinha sido ultrapassada.

Ensino Fundamental
Com relação a atingir o Ensino Básico Universal, pode-se dizer que assim como o restante do País, o Ceará praticamente universalizou o acesso à escola para a população de 7 a 14 anos. Entre 1992 e 2008, ampliou-se expressivamente a proporção de jovens, nessa faixa etária, que frequentavam à escola. Em 2008, mais de 97% das crianças entre 7 e 14 anos estavam nessa condição.

O mérito do Estado está em, partindo de uma situação relativamente pior que a do Brasil, ter sido capaz de fazer com que o seu indicador convergisse ao brasileiro. Para se ter uma ideia, o Ceará possuía uma taxa de alfabetização na faixa etária de 15 a 24 anos do sexo masculino de 69,76% em 1992, e atingiu 94,51%, em 2008, enquanto que a do Brasil era de 89,26% em 1992, e 97,05% em 2008.

Porém alguns gargalos estão abertos, como é o caso do quinto objetivo: o de melhorar a saúde materna. Para esse item os resultados não foram nada animadores, isso porque para atingir o ideal de reduzir em 3/4 entre 1990 e 2015, a razão de mortalidade materna, o Estado precisaria ter uma taxa de cerca de 20,44 óbitos por 100 mil nascidos vivos.

Embora tenha havido uma redução significativa nessa taxa, uma vez que em 1998, para cada 100 mil nascidos vivos, 93,74 mães morriam por complicações durante a gestação ou em até 42 dias após o término da gestação no parto, e em 2007 percebeu-se uma redução da razão para 62,76. O percentual ainda era considerado alto pelos padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Um índice aceitável pelo organismo internacional é de 20 óbitos maternos para cada 100 mil nascidos vivos. Já a razão entre 20 e 49 óbitos é considerada média e acima de 150, está na casa de muito alto.

ANÁLISESucesso dos objetivos dependerá da união de todos
Para o analista de políticas públicas do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Leandro Oliveira Costa, o relatório não é uma meta específica de governo, "mas para toda a sociedade, e como o governo faz parte da sociedade, ele objetiva alcançar essas metas", concluiu. Além disso, atentou que o sucesso dos objetivos depende da união de toda a população, do setor privado e da gestão pública. "O relatório é um instrumento de mobilização", frisou.

Ele explicou que muitos avanços ainda tem que ser perseguidos, e citou como exemplo a educação. "Embora tenhamos conseguido universalizar o ensino fundamental, agora é preciso conseguir uma educação de qualidade".

Com relação aos fatores ligados a infraestrutura, como saneamento e habitação e a melhora da Saúde Materna, onde o Estado ainda se mantém distante de alcançar os objetivos, ele disse que existem muita variáveis que influenciam nos resultados, e que por isso, não podemos ter certeza absoluta que o Ceará não vai atingir os objetivos. "Ou seja, se melhorarmos a educação de uma maneira significativa, podemos ter um maior número de mulheres procurando fazer o pré-natal".

Leitos
Internação: 303

Observação: 32

Centro de tratamento de queimados: 22

Convênios e Particulares: 32

UTI Adulto: 26

UTI Pediátrico: 06

UTI Queimados: 04

THAYS LAVOR REPÓRTER

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