terça-feira, 18 de janeiro de 2011

COMBATE À DENGUE Obras de saneamento no CE serão agilizadas

Clique para AmpliarMinistério da Saúde quer celeridade nas obras de saneamento dos estados que apresentam risco de epidemiaO Ceará é um dos 16 estados brasileiros com alto risco de epidemia de dengue, segundo o levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). Por isso, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cobrou da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) agilidade nas obras de saneamento básico, realizadas no Estado.

De acordo com a superintendência da Funasa no Ceará, essas obras fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). E, atualmente, foram programadas pela fundação um total de 329 obras de saneamento em todo o Estado, das quais 205 estão em andamento e 22 já foram concluídas.

A execução desse tipo de ação contribui para minimizar as condições de reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Segundo o médico e Coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), Manoel Fonseca, "neste caso, o objetivo principal é o abastecimento de água continuo ao maior número de pessoas, para que assim ninguém precise acumular água em tanques ou depósitos que possa ser criadouro do mosquito".

A superintendência, por meio da assessoria, relatou ter encontrado obstáculos para iniciar algumas obras. Entre eles, os projetos de baixa qualidade apresentados pelas prefeituras, devido à falta de profissionais qualificados e à dificuldade de atender às exigências legais como o licenciamento ambiental.

Diante do pedido de celeridade, o primeiro passo, por parte da Funasa, será a contratação de novos engenheiros. Outra medida consistirá na busca constante de aproximação com os municípios, orientando gestores e técnicos para que sejam adotadas soluções adequadas.

Com relação às obras em andamento, a expectativa é de que as mesmas sejam concluídas até o fim deste ano. Já os projetos que estão em análise, o prazo dependerá da resolução das pendências existentes. "A partir daí, estima-se um prazo em torno de seis a sete meses para efetiva conclusão", afirma o assessor Thiago Norões.

Outros 15 Estados correm risco de epidemia e terão as obras de saneamento aceleradas. São eles: Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Tocantins, Mato Grosso, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

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