terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Protestos pedem mínimo de R$ 580

A estratégia é negociar com Planalto e Congresso para aprovar mínimo maior que os R$ 545 já anunciados

São Paulo. As centrais sindicais iniciam hoje manifestações em todo o País para reivindicar reajuste do salário mínimo para R$ 580 e correção de 6,47% da tabela do Imposto de Renda (IR) que estaria defasada desde 1995. A manifestação foi decidida na semana passada, após a primeira reunião das seis principais centrais neste ano.

Caso a presidente Dilma Rousseff não respondesse até a última sexta-feira, dia 14, a um pedido urgente de audiência feito pelos sindicalistas, as centrais prometeram que fariam manifestações em, pelo menos, 20 estados. Na capital paulista, o ato será realizado hoje na Avenida Paulista, às 10h30min.

No início de janeiro, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), protocolou emenda parlamentar que eleva o salário mínimo para R$ 580.

O governo federal elevou o valor de R$ 510 para R$ 540 a partir de 1º de janeiro, com correção de 5,88% e, na última sexta-feira, subiu para R$ 545 a partir de 1º de fevereiro. A estratégia das centrais sindicais é abrir negociação tanto com o Palácio do Planalto como com o Congresso Nacional para tentar aprovar um valor maior e evitar um veto do Executivo.

Além de passeatas, as entidades pretendem ingressar na Justiça se o governo não corrigir a tabela do IR. "Desde 1995, a tabela do IR acumula defasagem de cerca de 70%", afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves.

Ceará

O presidente da CUT no Ceará, Jerônimo do Nascimento, ressaltou que o salário mínimo é o principal instrumento de distribuição de renda do país, com impacto na vida de aproximadamente 37 milhões de brasileiros e com repercussões em toda a cadeia produtiva.

As centrais que organizam o movimento são a Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Nova Central, a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Aumento real
37 milhões de pessoas aproximadamente beneficiadas diretamente com aumento, segundo presidente da CUT-CE

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