segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Juazeiro intensifica combate à leishmaniose

Uma ação conjunta de combate à leishmaniose está sendo intensificada neste Município. Em 2010, foram registrados 52 casos da doença em Juazeiro e três óbitos. Mesmo com as constantes ações da Secretaria Municipal de Saúde ainda é preocupante o número de casos de leishmaniose na cidade. Uma ação conjunta da secretaria, com coordenação do Departamento de Vigilância à Saúde, está sendo desenvolvida como forma de diminuir os índices. "Esse trabalho é feito pela Vigilância à Saúde, mas compreende a Vigilância Epidemiológica, Endemias, Vigilância Sanitária, Mobilização Social e Centro de Zoonozes", diz o secretário, Dr. Antonio Bonaparte.

Em 2010, segundo a Coordenadora da Vigilância à Saúde, Janielly Matos, foram registrados 26 casos da leishmaniose visceral e 26 da tegumentar. Os três óbitos registrados foram de pessoas que moravam nos bairros Campo Alegre, Franciscanos e Horto. "São dois os critérios de confirmação de diagnóstico da leishmaniose. Há o clínico, que é sugestivo em termos epidemiológico, e o laboratorial, chamado ´k39´ ou mielograma", ressalta Janielly. A coordenadora admite que na avaliação epidemiológica já pode ser constatada a presença do mosquito flebótomo em uma região. 

A leishmaniose foi, durante longo tempo, uma doença tipicamente das zonas rurais dos Municípios. Segundo o Departamento de Vigilância à Saúde, o aumento do número de casos na área urbana deve-se ao desmatamento da vegetação nativa fazendo com que o inseto desloque-se para as cidades em função da conurbação como ocorre em Juazeiro, Barbalha e Crato, principais cidades da Região Metropolitana do Cariri. 

Números

Em um levantamento histórico sobre a leishmaniose do tipo tegumentar há registros em 2007 de 20 casos, sendo que todos foram curados. Em 2008, foram 19 com o mesmo número de tratamento e cura. Em 2009, já com ampliação da busca ativa, foram 45 notificações. Destas, 40 pessoas foram curadas, três abandonaram o tratamento e duas faleceram. Em 2010, foram 26 notificações sendo que 15 já foram curadas, 10 estão em tratamento e um abandono foi registrado.

Já sobre a do tipo visceral, o levantamento aponta em 2008 um total de 36 notificações com 29 pessoas curadas, cinco abandonos e dois óbitos. Em 2009 foram 29 notificações com 18 pessoas curadas, três abandonos, cinco em tratamento e três óbitos. No ano passado, foram 26 notificações com 21 pessoas curadas, um em tratamento e três óbitos e uma pessoa com diagnóstico de falecimento por outra causa.  O tratamento de uma pessoa com a leishmaniose dura em média 180 dias, mas pode ir além deste período de acordo com a gravidade. Segundo a coordenadora, se o paciente tiver outras complicações como o diabetes que dificultam a cicatrização.


Em 2010, um importante projeto foi elaborado e aprovado junto ao Ministério da Saúde para ações no combate a controle a leishmaniose com liberação de recursos da ordem de R$ 100 mil, no Município. Pelo menos 10 homens estão atuando no trabalho de controle na cidade. Os serviços já foram realizados nos bairros Romeirão e Salesianos e em trechos dos bairros Franciscanos, João Cabral e Pirajá. Os agentes visitaram quarteirões de bairros onde já houve notificação da doença através de raios geográficos. Cada raio visitado corresponde a 18 quarteirões. Na zona rural, o serviço foi realizado nos sítios Maroto e Gavião. A meta é alcançar todo o Município com o serviço.

Até 23 de dezembro, 885 cães passaram pelo teste da sorologia com 30 casos confirmados. Para os cães em que há confirmação da doença, são encaminhados para a eutanásia, no Centro de Zoonoses.

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